História da riqueza no Brasil

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Sextante, 18 de out. de 2017 - 624 páginas

"Um 'clássico': o adjetivo foi criado no século XVI, significando 'o que faz autoridade', 'o que deve ser imitado', 'que serve como modelo'. Pois o livro que o leitor tem nas mãos é um clássico." – Mary Del Priore

"A proposta de uma revolução copernicana na análise e interpretação da história do Brasil – esta é a marca identificadora do novo livro de Jorge Caldeira. Valendo-se de novos dados, antes de difícil acesso organizado, investiga a formação da riqueza em nosso país, desde a Colônia, para atribuir nova dimensão ao papel do mercado interno. Correlaciona suas análises com instigantes avaliações da atuação de pessoas, costumes e governos, que se desdobram no correr dos tempos históricos da vida brasileira." – Celso Lafer

"O novo livro de Jorge Caldeira só não é inteiramente surpreendente para quem já leu seus livros ou ensaios anteriores. Na verdade, ele muda o eixo de apreciação da história do Brasil. Isto porque ressalta, o que para poucos era claro, que o mercado interno sempre teve importância maior do que lhe foi atribuída por muitos autores, mesmo de livros clássicos. Não que se deixe de reconhecer o papel importantíssimo do mercado externo para a inserção mundial da economia, mas desaparece o retrato simplificador da sociedade brasileira do passado como se ela fosse formada apenas pela grande lavoura de exportação. Em segundo lugar, trata-se de obra que traz uma abordagem metodológica rara: Caldeira introduz a referência a números, aos grandes números, na narrativa histórica e os usa para a comprovação de suas teses. Como se isso não bastasse para dar singularidade e notoriedade ao livro, acrescente-se que suas páginas mostram o fracasso das tentativas de acelerar o crescimento econômico pela vontade política do Estado. Os limites dessas tentativas são vistos, por exemplo, nas referências ao governo Geisel e às experiências mais recentes dos governos petistas. Elas não trouxeram continuidade ao desenvolvimento econômico e social e levaram a impasses que tomam anos, senão décadas, para que o país se refaça em rumos mais realistas que, sem desconhecer a importância das políticas públicas, tampouco desdenhem das forças da sociedade." – Fernando Henrique Cardoso

 

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Sobre o autor (2017)

Jorge Caldeira nasceu em São Paulo, em 1955. É doutor em Ciência Política, mestre em Sociologia e bacharel em Ciências Sociais (FFLCH–USP). Sócio-fundador da Mameluco Edições e Produções Culturais, é escritor e possui ampla experiência profissional na área jornalística e editorial. Foi publisher da revista Bravo!, consultor do projeto Brasil 500 Anos, da Rede Globo de Televisão, editor-executivo da revista Exame, editor do caderno Ilustrada e da Revista da Folha, do jornal Folha de S.Paulo, editor de economia da revista IstoÉ e editor da revista Novos Estudos Cebrap. É autor de 101 brasileiros que fizeram história (Estação Brasil), Noel Rosa: de costas para o mar (Brasiliense), Mauá: empresário do Império e Viagem pela história do Brasil (Companhia das Letras), A nação mercantilista e Ronaldo: glória e drama no futebol globalizado (Editora 34), O banqueiro do sertão, A construção do samba, História do Brasil com empreendedores e Júlio Mesquita e seu tempo (Mameluco), além de organizador dos volumes Diogo Antônio Feijó e José Bonifácio de Andrada e Silva, que integram a coleção Formadores do Brasil (Lance!/Editora 34), e do livro Brasil: a história contada por quem viu (Mameluco). Ocupa a cadeira nº 18 da Academia Paulista de Letras.

Informações bibliográficas