Formação e classes de palavras no português do Brasil

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Contexto, 2004 - 93 páginas
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As palavras servem para nomear o mundo. Mas como elas, as palavras, nascem? De onde se originam? Como se consolidam? De que forma se reciclam para produzir novos significados? Em um mundo em constante transformação e evolução, sempre será preciso que se criem novas palavras, para designar situações e objetos até então inexistentes. O léxico, portanto, é um sistema dinâmico, em contínua expansão, mas que apresenta estruturas e padrões determinados. Ou seja - as palavras não surgem do nada, sua formação obedece a certas regras, pois do contrário seria impossível manter a eficiência da comunicação entre os indivíduos que falam determinado idioma. Sem um padrão para a formação de novas palavras, o sistema da língua se sobrecarregaria, ficaria imenso e pesado, o que exigiria um esforço descomunal de memória para dominá-lo.

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Margarida Basílio fez uma análise muito sensata no momento em que diferencia as mudanças de classe gramatical "motivadas" das "não-motivadas". Entretanto, não há uma descrição esmiuçada sobretudo dos fatos morfológicos não-motivados. Um exemplo é o tratamento do fenômeno da formação de adjetivos advindos de verbos em português brasileiro. A autora se utiliza de casos do sufixo -do somente a título ilustrativo, deixando aberta uma lacuna talvez ainda não preenchida pela descrição linguística do português brasileiro. O que nos faz intuir que é interessante formar, com o sufixo -do, o adjetivo "levado" para "o menino levado", por exemplo? E por que razão o sufixo -do é tão produtivo em português? São questões que tangem não somente a morfologia derivacional, a saber a que lida com as formações de palavras, mas talvez com instâncias cognitivas da linguagem verbal. Porque muitas palavras do português com uma conotação que podemos definir como negativa se dá,em muitos casos, com o uso do sufixo -do em adjetivos substantivados?
De qualquer modo, um livro interessante e honesto em suas análises. A autora em nenhum momento se atreve a fugir dos dados no momento em que expressa suas suposições a respeito de lacunas ainda não trabalhadas pelos linguistas ue se interessam pelo português brasileiro.
 

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