Ensinar a ensinar: didática para a escola fundamental e média

Capa
Cengage Learning Editores, 2001 - 195 páginas
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Com a organização das pedagogas Amélia Domingues de Castro e Anna Maria Pessoa de Carvalho, o livro reúne textos de vários autores que, de forma geral, enfocam o sistema educacional brasileiro como uma realidade social, procurando sempre estabelecer uma relação entre a reflexão e a ação didática, não permitindo assim que seja reduzida a uma mera tecnologia. Segundo as organizadoras, o objetivo da obra é o de estabelecer um diálogo com professores, pesquisadores e futuros docentes, sobre os aspectos e rumos do ensino fundamental e médio no Brasil.
 

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Pós- Módulo I

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INTRODUÇÃO
Iniciei o trabalho, fazendo uma reflexão sobre o texto poético de João Cabral de Melo Neto, do livro de Amélia Domingues de Castro, capítulo 01 com o título: O ensino: Objeto da Didática
, sub-título: “A educação pela pedra”:
O autor escreve:
“para aprender da pedra, freqüentá-la; captar sua voz in, impessoal. A lição de moral, sua resistência fria ao que flui e a fluir, a ser maleada; a de poética, sua carnadura concreta; a de economia, seu adensar-se compacta; lições da pedra (de fora para dentro, cartilha muda), para quem soletrá-la.”
“Outra educação pela pedra: no Sertão (de dentro para fora, e pré-didática). No Sertão a pedra não sabe lecionar, e se lecionasse, não ensinaria nada; lá não se aprende a pedra: lá a pedra, uma pedra de nascença, entranha a alma.”
A poesia de João Cabral, fala nitidamente do sistema de ensino e não especificamente do educador, e ainda faz uma referencia a outra educação pela pedra, no Sertão, a primeira educação de fora para dentro e a segunda de dentro para fora.
As palavras do autor nos remetem a várias indagações, todas elas partem de um objeto inanimado, sólido, mas com sentidos diferentes, no meu entender o autor coloca-se na posição do educando perante o sistema de ensino em geral, pois diz: “freqüentá-la”.
Friamente, no meu ver, o autor questiona a posição da educação ao educando, a dificuldade que o aluno tem de captar as informações que vem de um sistema inerte, no pedestal, a lição de moral, fala na forma como é possível o educando sentir-se perante esse sistema que se demonstra falho.
A dureza da pedra fria, em que o aluno tenta soletrá-la, e ainda faz uma comparação com o Ensino do Sertão, terra árida, “No Sertão a pedra não sabe lecionar”, então fora do Sertão a pedra sabe lecionar, duas direções diferentes, no Sertão de dentro para fora, fala no esforço do educador em transmitir a educação aos seus alunos, pois carece de informações e conhecimento, e mesmo assim tenta através de um sistema inerte, tenta cumprir com suas obrigações, o educador indo de encontro ao educando.
No Sertão o ensino é de dentro para fora, já o ensino fora do Sertão o esforço do educando em soletrar e entender o que o educador coloca, apenas coloca, não tenta, não tem movimento de ir ao encontro do aluno.
Vejo que essa poesia traz á tona um ponto nefrálgico da educação, o movimento inerte da educação em relação ao educando, demonstrando as tentativas dos sujeitos dessa educação, em romper essa solidez, essa frieza, da educação.
CAPITULO 1
O ENSINO: OBJETO DA DIDÁTICA
AMÉLIA DOMINGUES DE CASTRO
A autora descreve neste primeiro capítulo, questionamentos normais do cotidiano da vida de uma pessoa, perguntas que fizemos e procuramos respostas simples, sobre como abrir um programa de computador, o nome de uma flor, uma receita que sabe, o autor afirma que existe através de um simples gesto um processo de ensino e um aprendizado, a oferta foi provocada, o questionamento, a pergunta lançada, e a resposta constitui um esforço do interlocutor em transmitir conhecimentos e habilidades.
A autora salienta que um simples programa de televisão pode tornar-se um objeto de ensino, pois o espectador pode assistir com tal intenção, e em contrapartida, outros sem intenção de assistir ao programa como um objeto de aprendizado, muitas vezes apenas para distração não assimilam o conhecimento ou a intenção de determinados programas, tal qualitativo didático é usado como referência na Grécia antiga com referência a obras ou situações destinadas a ensinar.
Um questionamento intrigante que a autora faz, pois não sabe distinguir se realmente ela aprendeu por seu esforço próprio, ou aprendeu por um esforço ensinante realizado por alguém.
A autora observa que muitas vezes as crianças aprendem por si mesmas, graças a interação com o mundo físico e social e o adulto também tem essa característica de autodidatismo, onde o sujeito organiza seu
 

Conteúdo

Sobre os Autores
5
Objeto da Didática
13
O Ensino Comprometido com o Social
33
Uma Alternativa no Processo
53
A DIDATICA EM AÇÃO
73
O Papel do Professor na Sociedade Digital
95
O Saber e o Saber Fazer dos Professores
107
Espaço de Construção do Conhecimento para o Aluno
125
A Atividade de Ensino como Ação Formadora
143
A VERIFICAÇÃO DOS RESULTADOS
163
Desafios e Perspectivas
177
Direitos autorais

Termos e frases comuns

Informações bibliográficas