Em nome dos pais

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Editora Intrinseca, 10 de mai. de 2017 - 448 páginas

Desde pequeno, Matheus Leitão ouvia as expressões “perseguição”, “prisão” e “porão” sussurradas por seus pais, os jornalistas Marcelo Netto e Míriam Leitão. A assustadora palavra “tortura” apareceu bem mais tarde. Movido pela curiosidade de compreender o passado, o jovem perguntador passou a recolher retalhos de uma história dolorosa, que se iniciou em 1972, no Espírito Santo, quando os pais militavam no PCdoB. Delatados por um companheiro, foram presos e torturados. Na ocasião, Míriam estava grávida de Vladimir, o primeiro filho do casal.

Matheus também seguiu a carreira de jornalista, dedicando-se a reportagens sobre direitos humanos e ditadura. Em nome dos pais é resultado de suas incansáveis investigações, que começam pela busca do delator e seguem com a localização dos agentes que teriam participado das sessões de tortura de seus pais. Passado e presente se entrelaçam nessa obra, que reconstitui com rigor eventos do início dos anos 1970 e, ao mesmo tempo, apresenta a emocionante peregrinação do autor pelo Brasil atrás de respostas.

Uma história sobre pais e filhos, sobre reconciliação e responsabilidade, sobre encontros impossíveis. É também uma história sobre um país que ainda reluta em acertar as contas com um passado obscuro. 

 

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O ano era 1968, iniciava a fase mais opressora da ditadura militar, um dos períodos mais sombrios da história brasileira. Nesse contexto, um jovem casal estudava na
Universidade Federal do Espírito
Santo (Ufes) e, assim como muitos outros jovens universitários, batalharam contra o governo militar. Eram eles Míriam Leitão e Marcelo Netto, a Amélia e o Mateus (codinomes).
Na obra Em nome dos pais, Matheus Leitão apresenta a batalha de seus pais e outros militantes contra a ditadura. Ele narra tais acontecimentos pela perspectiva de um filho que cresceu escutando sobre o passado trágico de seus pais e em busca de respostas que nunca foram respondidas, justiça que nunca foi efetivamente feita, Matheus detalha no seu livro a busca pelos vestígios desse período sombrio da sua história e da nossa história.
Essa leitura foi um baita soco no estômago, como é triste ler sobre as torturas q eles e muitas outras pessoas sofreram nesse período. Um relato doloroso, mas necessário!
 

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A OVELHA SEGUE O PASTOR 20
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FELICIDADECONTRATODASASPREVISÕES 29
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MATEUS PARTE1

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