Eichmann em Jerusalém: um relato sobre a banalidade do mal

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Companhia das Letras, 1999 - 336 páginas
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Sequestrado num subúrbio de Buenos Aires por um comando israelense, Adolf Eichmann é levado para Jerusalém, para o que deveria ser o maior julgamento de um carrasco nazista depois do tribunal de Nuremberg. Mas o curso do processo produz um efeito discrepante - no lugar do monstro impenitente por que todos esperavam, vê-se um funcionário mediano, um arrivista medíocre, incapaz de refletir sobre seus atos ou de fugir aos clichês burocráticos.É justamente aí que o olhar lúcido de Hannah Arendt descobre o 'coração das trevas', a ameaça maior às sociedades democráticas - a confluência de capacidade destrutiva e burocratização da vida pública, expressa no famoso conceito de 'banalidade do mal'. Numa mescla de jornalismo político e reflexão filosófica, Arendt toca em todos os temas que vêm à baila sempre que um novo morticínio vem abalar os lugares-comuns da política e da diplomacia.

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A leitura não flui fácil neste livro, até mesmo porque o mesmo mescla filosofia (quando discursa e embasa a teoria da Banalidade do Mal) e história ao retratar o julgamento em si. É interessante perceber a frieza de Adolf Eichmann, diferente de Klaus Barbie, que continuava a defender o regime enquanto ideologia. Eichmann apenas aceitava o emprego como burocrata e o executava, embora suas funções recaíssem em ceifar milhares de vidas inocentes todos os dias. Mesmo assim, para quem se interessa pelo assunto Nazismo ou Segunda Guerra Mundial a ponto de querer saber até os pormenores, este livro é indicado. 

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