Eichmann em Jerusalém: um relato sobre a banalidade do mal

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Companhia das Letras, 2006 - 336 páginas
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Em 1960, sequestrado num subúrbio de Buenos Aires por um comando israelense, Adolf Eichmann é levado para Jerusalém, para o que deveria ser o maior julgamento de um carrasco nazista depois do tribunal de Nuremberg. MAs, durante o processo, em vez do monstro sanguinário que todos esperavam ver, surge um funcionário medíocre, um arrivista incapaz de refletir sobre seus atos ou de fugir aos clichês burocráticos. É Justamente aí que o olhar lúcido de Hannah Arendt descobre a "banalidade do mal", ameaça maior às sociedades democráticas. NUma mescla brilhante de jornalismo político e reflexão filosófica, Arendt investiga questões sempre atuais, como a capacidade do Estado de transformar o exercício da violência homicida em mero cumprimento de metas e organogramas.

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A leitura não flui fácil neste livro, até mesmo porque o mesmo mescla filosofia (quando discursa e embasa a teoria da Banalidade do Mal) e história ao retratar o julgamento em si. É interessante perceber a frieza de Adolf Eichmann, diferente de Klaus Barbie, que continuava a defender o regime enquanto ideologia. Eichmann apenas aceitava o emprego como burocrata e o executava, embora suas funções recaíssem em ceifar milhares de vidas inocentes todos os dias. Mesmo assim, para quem se interessa pelo assunto Nazismo ou Segunda Guerra Mundial a ponto de querer saber até os pormenores, este livro é indicado. 

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