Educação da infância brasileira, 1875-1983

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Autores Associados, 2001 - 272 páginas
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RESENHA
MONARCA, Carlos (org). Educação da Infância Brasileira 1875 – 1983.1, ed. Campinas, SP, Editores Associados, 2001. 270p.
MARIA SOUZA DOS SANTOS
Mestranda em Educação (PUCRS), Especialista em Gestão de Pessoas (Unisinos) e Graduada em Letras e Pedagogia (Unoeste). E-mail: irmaria_souza@hotmail.com
O livro Educação da Infância Brasileira 1875 – 1983, foi publicado no Brasil pela Editora Autores Associados, de Campinas, com apoio da Fapesp. Trata-se de uma obra de 09 autores, pesquisadores, professores, autores de várias obras. Prefaciado por Maria Luiza Marcílio, Professora Titular do Departamento de História da USP e Presidente da Comissão de Direitos Humanos da USP e apresentação feita por Carlos Monarcha.
A obra reúne oito estudos baseados na análise de teorias pedagógicas, instituições de ensino e experiências informais referentes à educação da infância, ocorridas entre meados do século XIX e meados do século XX, em diferentes regiões brasileiras.
Na apresentação o organizador justifica o motivo da temática do livro destacando o destaque dado à infância nesta passagem do século XIX para o século XX e a intenção de este estudo despertar para outros estudos sobre os rumos da educação da infância no Brasil.
O livro consta de oito capítulos: 1 0) O Jardim-de-Infância e a educação das crianças pobres: final do século XIX, início do século XX; 2) Jardim de Crianças: o pioneirismo do Dr. Menezes Vieira (1875-1887); 3) Revista do Jardim da Infância:uma publicação exemplar; 4) Crianças como agentes do Processo de Alfabetização no final dos século XIX e início do século XX; 5) A Associação Protetora da Infância Desvalida e as Escolas de São Sebastião e São José: Educação e Instrução no Rio de Janeiro no século XIX; 6) A Experiência Educacional de Ulisses Pernambucano; 7) A Emoção e a Regra na Construção de uma Pedagogia da infância; 8) Recordando e colando: as origens da Educação Infantil nas Escolas Públicas de Mato Grosso do Sul.
O primeiro capítulo: O Jardim-de-Infância e a educação das crianças pobre, Moysés Kuhlmann Jr. Fala das escolas de educação infantil na Europa, no século XVIII, criadas para as crianças de mães pobres para que estas pudessem trabalhar.Relata a criação das primeiras escolas de Educação Infantil na França, Suíça, Áustria e Alemanha. Fala dos Kindergarden (jardins-de-infância), criados por Froebel, fazendo alusão ao jardineiro que cuida da planta desde pequenina para que ela cresça e floresça.Froebel privilegia as atividades lúdicas através de jogos inventados por ele mesmo.
Cita a “escola de tricotar” criada por Oberlin, em 1769, na França, lugar onde “as crianças deveriam perder os maus hábitos; adquirir hábitos de obediência, sinceridade; bondade, ordem, etc.conhecer as letras maiúsculas; soletrar; pronunciar bem as palavras e sílabas difíceis; conhecer a denominação correta das coisas que lhe mostram,). p 5). Faz menção à Escola de Pestalozzi, na Suíça e a disputa entre Robert Owen e James Buchanan de serem os criadores da primeira Escola de Educação Infantil.
Na Suíça, Robert Owen criou em 1816, uma escola que recebia desde criança até os 25 anos de idade. James Buchanan e Molly Young foram encarregados da classe de crianças pequenas. Nesta escola, as crianças eram ensinadas a julgar e raciocinar. Tinham atividades mais prazerososa: canto, coral, objetos da natureza, até de exercícios de evolução militar.
Aborda ainda a criação das Salles d’Asile – Salas de Asilo francesas, criadas em 1826, para prover cuidados e educação moral e intelectual às crianças. Aplicava-se às crianças propostas do “ensino mútuo” de Lancaster e a crèche, criada por Marbeau, em 1844, para atender bebês até 3 anos.
Detalha o método froebeliano, e o funcionamento dos kindergartens, além da expansão das escolas de educação infantil em toda a Europa. Destaca, em Portugal, as Casas de Asilo da Infância Desvalida que são
 

Conteúdo

CAPÍTULO Dois
31
CAPÍTULO TRÊS
81
CAPÍTULO QUATRO
121
CAPITULO SETE
211
CAPÍTULO OITO
233
SOBRE os AUTORES
271
Direitos autorais

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Informações bibliográficas