Cibercultura

Capa
Editora 34, 2010 - 264 páginas
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O que é a cibercultura? Que movimento social e cultural encontra-se oculto por trás deste fenômeno técnico? Podemos falar de uma nova relação com o saber? Quais são as mutações que a cibercultura gera na educação e na formação? Quais são as novas formas artísticas relacionadas aos computadores e às redes? Como o desenvolvimento do ciberespaço afeta o espaço urbano e a organização do território? Quais são as implicações culturais das novas tecnologias? Da digitalização à navegação, passando pela memória, pela programação, pelo software, a realidade virtual, a multimídia, a interatividade, o correio eletrônico, etc, este livro apresenta as novas tecnologias, seu uso e suas questões.
 

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Pierre Levy - 2010 - 264 páginas
O que é a cibercultura? Que movimento social e cultural encontra-se oculto por trás deste fenômeno técnico? Podemos falar de uma nova relação com o saber? Quais são
as mutações que a cibercultura gera na educação e na formação? Quais são as novas formas artísticas relacionadas aos computadores e às redes? Como o desenvolvimento do ciberespaço afeta o espaço urbano e a organização do território? Quais são as implicações culturais das novas tecnologias? Da digitalização à navegação, passando pela memória, pela programação, pelo software, a realidade virtual, a multimídia, a interatividade, o correio eletrônico, etc, este livro apresenta as novas tecnologias, seu uso e suas questões.
Visualização parcial
LÉVY, Pierre. Introduçao: Dilúvios. In: CIBERCULTURA. São Paulo: Editora 34 Ltda, 1999.
O texto Dilúvios de Pierre Lévy traz uma discussão acerca do que a cibercultura representa hoje para a sociedade. Não consiste exatamente em defendê-la como um bem inegável, mas propõe exatamente enxergar nela as potencialidades mais positivas, seja nos planos econômico, político, cultural e humano.
Lévy coloca que a cibercultura é um movimento que oferece novas formas de comunicação, o que chama a atenção de milhares de jovens pelo mundo. Assim, ele lembra que aqueles que denunciam a cibercultura têm certa aparência com os que denunciavam o rock e o cinema há algumas décadas. Sendo que estes por inúmeras vezes foram porta-vozes dos sonhos e aspirações da juventude na época. Não necessariamente acabando com a fome a miséria, mas permitindo que muitos se divertissem ao ouvir ou tocar suas músicas.
A proposta de Lévy é, então, não se posicionar a favor ou contra, mas permanecer abertos a novidades e as mudanças. Apostando que apenas dessa forma seremos capazes de desenvolver essas tecnologias dentro de uma perspectiva humanista.
Mais a frente ele coloca que a questão está definida: o ciberespaço entrou para a era comercial. O que significaria um aumento significativo no abismo que separa os bem-nascidos e os excluídos, colocando a concentração do poder nas mãos de uns poucos dominadores. Onde quem aprecia a cibercultura coloca-se imediatamente no lado do neoliberalismo e do capitalismo financeiro.
Esta visão sugere que a rede está se tornando mais uma finalidade mercadológica e paga. Lévy, portanto, argumenta que a música e o cinema também são produtos industriais, mas nem por isso aumentou o fosso existente entre ricos e pobres. Além do mais se os serviços pagos na rede estão aumentando, os serviços gratuitos aumentam em uma velocidade bem maior. E que, não são os pobres que se opõem a rede mas, sim aqueles, cujos poderes estão sendo ameaçados.
Posteriormente, Lévy lembra que numa entrevista nos anos 50, Albert Estein reconheceu a explosão de três bombas: a bomba Demográfica, a bomba Atômica, e a bomba das Telecomunicações. Com a bomba demográfica ele quis representar o crescimento exorbitante da população mundial, assim para este problema sugere duas soluções: ou a guerra ou a integração facilitada pelas telecomunicações. Já com a bomba das telecomunicações a quantidade bruta de informações se multiplica e se acelera, gerando o que vem a se chamar de segundo dilúvio.
Nesta era de dilúvio informacional Levy se pergunta onde está Noé, e o que colocar na arca. Ele acrescenta que este dilúvio informacional jamais cessará e que devemos aceitá-lo. Sendo que o melhor que podemos fazer é ensinar nossos filhos a nadar, flutuar, talvez a navegar. Neste novo mundo existem diversas arcas navegando. Cada qual tentando salvar a sua parcela e preservar a diversidade.
Levy afirma ainda que nesta nova era, as vozes não se apagarão, pois diferentemente das sociedades orais e escritas, onde seus legados eram a qualquer momento apagados, ou simplesmente jogados fora como objetos a mando de seus superiores, agora as inúmeras vozes que ressoam no ciberespaço continuarão a se fazer ouvir
 

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CIBER CCULTURA Lévy Pierre

Conteúdo

I
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III
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IV
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V
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VI
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VII
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VIII
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XII
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XIII
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XIV
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XV
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XVI
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XVII
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XVIII
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XIX
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IX
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X
145
XI
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Termos e frases comuns

Referências a este livro

Ficção, comunicação e mídias

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