Chutando a escada

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UNESP, 2004 - 266 páginas
Os países desenvolvidos estão tentando "chutar a escada" pela qual subiram ao topo, ao impedir que os países em desenvolvimento adotem as políticas e as instituições que eles próprios usaram. Estudo novo e estimulante no qual o autor examina a pressão que o mundo desenvolvido exerce sobre os países em desenvolvimento para que adotem certas políticas e instituições hoje consideradas necessárias ao desenvolvimento econômico, mas que não foram seguidas por eles no passado.

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UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA – UFSM
CENTRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS E HUMANAS
DEPARTAMENTO DE CIENCIAS ADMINISTRATIVAS
MESTRADO PROFISSIONAL EM GESTAO DE ORGANIZAÇOES PÚBLICAS
Resenha do Livro Chutando a Escada:
Estratégia de Desenvolvimento em Perspectiva Histórica.
Por Ha-Joon Chang (Universidade de Cambridge, Reino Unido).
Por Loreno Vaz Costa*
Esta resenha é sobre o livro “Chutando a Escada – Estratégia de Desenvolvimento em Perspectiva Histórica”, escrito por Há-Joon Chang, um estudioso heterodoxo, cuja linha de pesquisa concentra-se na área da economia do desenvolvimento. Podemos averiguar que este livro trata do contraste existente entre as abordagens convencionais e heterodoxas sobre o desenvolvimento econômico dos países em desenvolvimento. O autor usa uma perspectiva histórica para demonstrar que em seus estágios iniciais de desenvolvimento, os países agora desenvolvidos (PADs) aplicaram políticas protecionistas as ICT’s (industria, comércio e tecnologia) quando eles estavam nos mesmos estágios em que atualmente encontram-se os países em desenvolvimento.
Assim, podemos entender melhor o que se refere o “Consenso de Washington”, que emana um conjunto padrão de recomendações de políticas que visam à promoção do desenvolvimento econômico nos países pobres e de acordo com o consenso, os países em desenvolvimento devem adotar um mix de “boas políticas” e “boas instituições” para melhorar seu desempenho econômico. Sendo que as boas políticas incluem políticas macroeconômicas que visam ser estáveis, num regime de comércio e investimentos liberais e de privatização com a desregulamentação. Sendo que as “boas instituições” incluem o governo democrático, a proteção dos direitos de propriedade (incluindo a propriedade intelectual), um banco central transparente e independente. Estas políticas têm sido adotadas pelo Banco Mundial, e o Fundo Monetário Internacional, pensamento este aceito pela maioria dos economistas do mainstream, corrente que acredita ser esta a verdadeira solução, daí se desprende o termo “Consenso de Washington”.
Chang, destaca o paradoxo de que muitos países de hoje com altas rendas não prosseguiram com tais políticas quando foram subindo a escada do sucesso econômico no século XIX. Pelo contrario, estes países implementaram altas tarifas setoriais referente à política industrial, roubaram tecnologias industriais de outras nações, não tendo bancos centrais independentes, e assim por diante.
Portanto, segundo o ponto de vista de Chang, os países desenvolvidos são hipócritas quando procuram negar os países em desenvolvimento o acesso a esses mesmos instrumentos de política e a adoção de reformas democráticas e proteger a propriedade intelectual.
Em certo sentido, este livro coloca Adam Smith (livre mercado) contra os pensamentos de Friedrich List (heterodoxia da intervenção gerenciada), assim podemos averiguar que na opinião de Chang, os países desenvolvidos pregam políticas de Adam Smith para países em desenvolvimento, mas seguem as políticas de Friedrich List próprias do “passado”. Os países desenvolvidos estão “chutando a escada” (na memorável frase de List) que eles usaram para se tornar mais ricos e poderosos e, em contrapartida estão tentando impingir aos países em desenvolvimento um conjunto de políticas totalmente inadequadas para a sua atual condição e interesse econômico. Este livro já alcançou certamente níveis elevados de criticas por parte dos neo-liberais, verdadeiros “fundamentalistas do mercado”, como podemos perceber nos institutos internacionais.
Mas retomando aos desdobramentos do livro, podemos perceber que Chang, divide seu livro em quatro capítulos, sendo que cada um enfoca as políticas de desenvolvimento dos países mais ricos de hoje (Grã-Bretanha, Estados Unidos, Alemanha, Japão e outros países Europeus) e compara as políticas para os países em desenvolvimento que são instigados a adotar o Consenso de Washington
 

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UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA
CENTRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS E HUMANAS
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO
MESTRADO PROFISSIONAL EM GESTÃO ORGANIZAÇÕES PÚBLICAS
Franciane Cougo da Cruz
CHANG, Ha-Joon. Chutando a Escada - a estratégia do desenvolvimento em perspectiva histórica.
Ha-Joon Chang, com nacionalidade coreana e nascido em Seul, é um dos principais economistas heterodoxos e institucionais especializado em economia do desenvolvimento no mundo.
No ano de 2002 escreveu o Livro Chutando a Escada: a estratégia do desenvolvimento em perspectiva histórica. Esta obra conta com, aproximadamente, 268 páginas.
Neste livro o autor abordou as “boas políticas” e as “boas instituições” no seu contexto histórico e como são atualmente integradas sob diferentes visões ao processo de evolução dos países em desenvolvimento. Questiona se serão estas políticas e instituições realmente recomendadas e convenientes para os atuais países em desenvolvimento? Muitas estratégias foram adotadas por países hoje desenvolvidos para que pudessem chegar nesta etapa e, no entanto, criticam tais feitos de sucesso como pouco promissor para os atuais países que buscam o desenvolvimento.
Ainda, o autor expõe o argumento de que, até que ponto, os países desenvolvidos estão escondendo o grande segredo de seu sucesso? Como os países ricos enriqueceram de fato?
Países, atualmente desenvolvidos não chegariam à posição de desenvolvimento se tivessem utilizado políticas e instituições hoje recomendadas para nós. Muitos tiveram que recorrer a políticas “ruins”.
No entanto, Chang utilizou-se do termo “Chutando a Escada” como uma forma de demostrar que países utilizaram artifícios que atualmente criticam. Conotativamente, com receio de que tomemos o espaço um dia conquistado por eles, chutaram a escada.
Para uma melhor atualização, a obra é composta de quatro capítulos onde o autor propõe uma discussão que nos instiga a refletir sobre o cenário de desenvolvimento econômico no mundo. Respectivamente, no primeiro capítulo, é abordada a maneira de “como os países ricos enriqueceram de fato?”; no segundo, “as políticas de desenvolvimento econômico: perspectiva histórica das políticas industrial, comercial e tecnológica (ICT)”. Neste capítulo, o estudo é concentrado em um número menor de países porque as políticas, mais variáveis, são muito mais difíceis de caracterizar do que as instituições; no terceiro, tratou-se das “instituições e desenvolvimento econômico: a “boa” governança na perspectiva histórica”. Este capítulo, abordado de maneira mais abrangente geográfica e conceitualmente, estuda um número relativamente elevado de instituições até porque torna-se complexo saber quais são as que realmente foram decisivas para o desenvolvimento econômico. Em última análise, “as lições para o presente”, aponta a questão central do livro: os Países Atualmente em Desenvolvimento – PADs estão tentando chutar a escada pela qual subiram e chegaram ao topo, impedindo as nações em desenvolvimento de adotarem as políticas e instituições que eles próprios adotaram?
Para o autor, poucas são as tentativas de utilizar experiências históricas de países desenvolvidos como base para os que estão em desenvolvimento. Escassas experiências tendem a enfraquecer e corroboram para a versão ortodoxa dando ênfase aos benefícios do livre-comércio e da política industrial do Laissez-faire.
A partir do século XVIII o sucesso industrial britânico comprovou a superioridade daquelas políticas desatando, assim, uma energia empreendedora para a Grã-Bretanha superando a França intervencionista, sua maior rival e, assim, ganhando a categoria de maior potência econômica do planeta.
Outros países, observando as limitações das políticas mercantilistas, também adotaram o comércio livre a partir de 1860, aperfeiçoada em 1870, apoiada por políticas industriais do laissez-faire internamente; poucas
 

Referências a este livro

Cooperacao E Desenvolvimento Humano

Não há visualização disponível - 2005

Informações bibliográficas