Ayrton: o herói revelado

Capa
Objetiva, 2004 - 639 páginas
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Esta biografia tem como objetivo deixar o leitor mais próximo, mais íntimo e um pouco mais capaz de decifrar Ayrton Senna - seu sorriso, sua tristeza, e o inesquecível impacto que provocou em nossas vidas. O livro do jornalista Ernesto Rodrigues emociona e surpreende ao revelar episódios desconhecidos da vida pessoal e profissional do tricampeão mundial de Fórmula 1. Concebido, produzido e escrito na delicada e emocionante fronteira entre o Ayrton e o Senna, a pessoa e o esportista, o homem e a celebridade; a biografia procura desvendar enigmas, mas também ultrapassar o mito criado em torno do piloto, traçando um retrato mais profundo de Ayrton Senna como homem, filho, namorado e amigo - com suas virtudes e defeitos, seus segredos e manias, suas alegrias e frustrações. Fruto de minucioso trabalho de pesquisa e mais de 200 entrevistas, Ernesto Rodrigues narra cada etapa da vitoriosa carreira de Senna e traz revelações inéditas sobre as dificuldades e os momentos de superação, as amizades e intrigas, a solidão e os amores da vida deste ícone do povo brasileiro.

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Simplesmente sensacional. Lí três vezes!

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::: Senna, como um ídolo, era inquestionavelmente autêntico, que valorizava muito o país que nascera, do tipo que entre uma prova e outra, não hesitava em voltar para o Brasil; como pessoa, tinha personalidade marcante, a ponto de deixar as namoradas de lado para concentrar-se para as corridas.
O livro ‘Ayrton – o herói revelado’ (Ernesto Rodrigues, Ed Objetiva), desvenda um mito criado entre duas figuras de uma mesma pessoa, o Ayrton, e o Senna. Não que fossem pessoas diferentes, mas a forma que este menino de família rigorosa nos hábitos e firmes nas decisões, levara para as pistas de F1, fascinava pela dedicação, simplicidade e ousadia, mesmo nos momentos de conquistar uma mulher entre uma viagem e outra.
Entre trechos enfadonhos e curiosos, não decepciona ao contar a trajetória de um ariano não admitia erros, e que tornou-se num país pós-ditadura nos anos 80, uma referência para uma nação que carecia de alguém autêntico, em todos os sentidos, e que não poupava esforços para conseguir o que queria, mesmo que custasse inimizades, como a que teve com Nelson Piquet.
Apresentando na infância pelo pai a um carro montado para dosar a hiperatividade do filho, o hobby de dirigir tornaria-se uma obsessão, e de certo modo, uma forma de Ayrton amenizar a timidez e solidão que o acompanharia anos mais tarde com a fama, retratadas num trecho do livro que diz que por um período, seu melhor amigo era a mala de viagem, entre idas e vindas entre provas.
De forma simples, este livro de mais de 600 páginas desvenda mitos, fatos e vertentes de um esportista que era capaz de dirigir sob chuva sem freios até o fim de um GP, e ser aclamado por milhões de brasileiros depois da trágica curva Tamburello, em Ímola. Uma boa leitura, portanto.
“É preciso fazer algo especial, sobressair e não simplesmente ganhar. Todo ano alguém vence um campeonato. Eu procuro algo além disso” - Senna
 

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