A resistência

Capa
Companhia das Letras, 2008 - 105 páginas
Em A resistência, na forma de cartas pessoais ao leitor, temas como a internet, a onipresença da televisão, o terrorismo, a intolerância religiosa, a mercantilização da arte, as novas formas de opressão social e a degradação da natureza são vistos pelo prisma da desumanização dos indivíduos. Com um olhar ao mesmo tempo lúcido e apaixonado, embasado na melhor tradição humanista do Ocidente, Sabato se recusa a aceitar passivamente o avanço da barbárie e o embotamento da sensibilidade do homem. INcita o leitor à resistência, propondo como armas o afeto interpessoal, a solidariedade com os mais fracos, a defesa da liberdade de pensamento e imaginação. Nestas páginas sinceras e tocantes decanta-se toda a sabedoria acumulada ao longo da rica existência desse ex-comunista e ex-surrealista, desse físico que trocou a ciência pela literatura, pela pintura e pela defesa dos direitos humanos. APesar do tom sombrio do balanço, Sabato insiste na esperança, intuindo que estamos no limiar de uma nova mudança, desta vez em favor do homem.

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