A explosão gospel: um olhar das ciências humanas sobre o cenário evangélico no Brasil

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Mauad Editora Ltda, 2007 - 231 páginas
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O crescimento da presença dos evangélicos no Brasil, que dá nova forma ao mosaico religioso no País, é um fenômeno recente que tem estimulado estudos nas mais variadas áreas do pensamento. Este livro busca responder a este desafio e é resultado de pesquisas com uma abordagem particular e inédita - o lugar das culturas da mídia e do mercado na formação de uma nova expressão cultural religiosa - a cultura gospel. Para esse estudo, a autora valeuse das ferramentas oferecidas pelos estudos culturais e pelas ciências da religião e analisa o que há de mais atual no cenário evangélico na contemporaneidade - o lugar da música, do consumo e do entretenimento como mediações do sagrado. Para isso, busca na metáfora 'vinho novo em odres velhos' uma resposta à indagação - o que é realmente novo na explosão gospel que mudou o jeito de ser evangélico no Brasil? Esse livro analisa o que há de mais atual no cenário evangélico na contemporaneidade - o lugar da música, do consumo e do entretenimento como mediações do sagrado.
 

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A BÍBLIA – LIVRO DE LAVRA HUMANA
“REFLEXÃO”
POR SER DEUS (NÚCLEO ABSOLUTO DE ENERGIA) INFINITAMENTE DE NATUREZA JUSTA E BONDOSA, ELE JAMAIS PODERIA SER ESTE “DEUS” BÍBLICO QUE ORDENA:
SAQUES E ROUBOS, TOMAR TERRAS, REPUDIAR LEPROSOS, PROIBIR PESSOAS DOENTES E ALEIXADAS PERMANECEREM NOS TEMPLOS JUDAICOS, REPUDIAR A MULHER E MUITAS OUTRAS SITUAÇÕES NEGATIVAS.
TUDO ISTO PROVA QUE A “BÍBLIA” É UM LIVRO DE LAVRA HUMANA, SUJEITO A ERROS E DEFEITOS.
 

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Resenha de A explosão gospel. Um olhar das ciências humanas sobre o cenário evangélico
no Brasil. CUNHA, Magali do Nascimento. Rio de Janeiro: Mauad X, Mysterium, 2007.
Por: Eduardo Meinberg de
Albuquerque Maranhão Fº.
O movimento gospel brasileiro teve crescimento exponencial a partir da década de 1990
graças – dentre outros fatores – à associação entre artistas evangélicos e igrejas que têm no espetáculo e na mídia potentes formas de atração de fiéis, e este é um dos temas fulcrais de
A Explosão gospel, da pesquisadora Magali do Nascimento Cunha. Cunha é mestre em
Memória Social e Documento pela Universidade do Rio de Janeiro, doutora em Ciências
da Comunicação pela Metodista de São Paulo e professora de cursos diversos nesta
instituição, transitando por temas como Igreja e Sociedade, Ecumenismo e Comunicação e
Religião.
Nesta obra de 231 páginas, a autora identifica a explosão do gospel como o momento da
década de 1990 quando os conjuntos de rock evangélico passam por uma adaptação
poético-musical em que as composições atravessam temas mais contemporaneizados e
associados à juventude, por vezes com diminuição do conteúdo religioso e maior uso de
linguagem coloquial; e as melodias escolhem gêneros como o heavy metal e o hard rock
como matrizes possíveis.
Cunha apresenta exemplo do uso de coloquialidade na poética através da composição
Baião, do pioneiro conjunto de rock evangélico Rebanhão, onde se escuta: “se essas ruas,
se essas ruas fossem minhas, eu pregava cartaz, eu comprava spray, escrevinhava nelas
todas: Jesus, the only way. Jesus é o único caminho, prá quem quiser morar no céu, quem
quiser atalhar, vai pro beleléu.” (CUNHA, 2007, p. 81.) Para Cunha, este conjunto formado
no Rio de Janeiro por músicos de igrejas evangélicas diferentes foi o precursor do rock
gospel brasileiro, gravando discos pelas majors Polygram e Continental, o que sublinha o
interesse da mídia secular por este gênero poético-musical.
O conjunto marcou a passagem de uma música litúrgica tradicional a outra mais adequada à
contemporaneidade, com poética e música entendidas como expressões demoníacas por
algumas igrejas e pelo despojamento dos artistas em relação ao uso de vestimentas e da informalidade da linguagem. Atendendo a demandas de parte dos fiéis, igrejas como a
Renascer em Cristo, fundada em 1986 em São Paulo pelo casal Estevam e Sônia
Hernandes, investiram no rock n’ roll como gênero musical condutor da liturgia: a maior
parte dos conjuntos ligados à igreja teve seus fonogramas reproduzidos na Gospel Records,
estúdio próprio da instituição e divulgados em rádios e teledifusoras a ela vinculados,
apontando para a importância da mesma como formadora dos novos rumos da canção
gospel no século XX.
A autora sublinha que foi Hernandes quem patenteou o termo gospel no Brasil, ainda
detendo seus direitos de uso e registrando uma série de produtos religiosos: a gravadora
Gospel Records, a teledifusora Rede Gospel, a radiodifusora Gospel FM, o festival SOS da
Vida Gospel, a Editora Gospel, o portal da internet Igospel, o sistema de atendimento
telefônico Gospel Ligaki, o periódico Gospel. E para além destas mídias, o termo ainda foi
utilizado em empreendimentos como o curso pré-vestibular Gospel e o cartão de crédito
Gospel Card Bradesco.
Resenha completa em: http://historiagora.com/dmdocuments/Artigos/Histria%20Agora%20n10/ha10_resenha1.pdf
Autor: Eduardo Meinberg de Albuquerque Maranhão Fº.
 

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