A escravidão na África: uma história de suas transformacões

Capa
Civilização Brasileira, 2002 - 497 páginas
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Este livro, lançado primeiramente em 1983, sintetiza os motivos que ampliaram o quadro da escravidão na África no século XIX, estabelecendo uma conexão com o período de escravatura nas Américas. É um livro de síntese, e ao mesmo tempo, uma instigante interpretação dos motivos que levaram à ampliação da escravidão no continente africano. Ao adotar o ponto de vista das transformações que levaram ao quadro da escravidão africana no século XIX, sua leitura atende tanto aos especialistas no tema quanto a um público mais amplo, interessado no conhecimento da História da África.

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“A África está sendo redescoberta. Nada que entusiasme muito. Mas se pescam aqui e ali sinais alentadores de que algum dia talvez possamos superar uma das maiores deformações dos estudos sobre a escravidão brasileira: o silêncio acerca de sua face africana.
A erudição de Alberto da Costa e Silva nos tem alimentado com o que de mais atualizado há sobre a história da África antes e depois de 1500. Já podemos adquirir em nossa língua obras que produziram ganhos reais no conhecimento africanista, como os livros de Roland Oliver, de Claude Meillassoux e de Joseph Miller. Para não falar em artigos seminais, escritos por estudiosos do porte de um David Eltis, de um Robin Law ou de um José Curto, traduzidos por algumas poucas revistas nacionais especializadas.
Nesse movimento recente se insere o presente livro de Paul Lovejoy. Nascido nos Estados Unidos, mas há muito naturalizado canadense, sua formação africanista iniciou-se sob a égide de dois monstros sagrados que nos anos 60 revolucionaram a historiografia africanista: Philip Curtin e Jan Vansina. De lá para cá, inúmeras foram as suas contribuições, sobretudo aquelas situadas no campo da tão necessária síntese — traço marcante do livro que o leitor tem em mãos.
Que ninguém se surpreenda com o viés globalizante das explicações que Paul Lovejoy imprime à história da escravidão africana sob o simultâneo impacto dos tráficos atlântico e islâmico. Trata-se de uma das características mais salientes da historiografia africanista, juntamente com o incessante diálogo com outras disciplinas e o tratamento absolutamente moderno da oralidade como fonte e objeto.
Mas o importante mesmo é que este livro enseja a atualização do leitor interessado, sobretudo daquele que busca capturar, através do estudo de sua face africana, alguns dos elementos que tornaram a escravidão um sistema tão enraizado entre nós”.
 

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