A Mentalidade Anticapitalista

Capa
LVM Editora, 2017 - 125 páginas
O capitalismo elevou o padrão de vida no mundo a um nível sem precedentes. Por que motivo, então, tantos são contra esse sistema?
Ludwig von Mises, renomado economista liberal, analisa aqui, de modo incisivo, as causas e consequências dessa tendência anticapitalista.
O que faz com que muitos se sintam infelizes sob o regime capitalista, é precisamente o fato de ele garantir a todos a oportunidade de obter os cargos almejados. Nesse tipo de sociedade, o homem que não viu suas ambições satisfeitas procura um bode expiatório que possa ser responsabilizado por suas próprias falhas.
O professor examina criticamente os sentimentos anticapitalistas dos intelectuais, e põe em evidência suas falácias e equívocos. Esse livro incitante deve ser lido por todos os que se interessam pela liberdade individual e por uma economia sã.

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“Todos gostam do sucesso, mas detestam as pessoas bem-sucedidas.” (John McEnroe)
Que o capitalismo é um sistema que permitiu uma vida mais confortável para milhões de seres humanos é um fato que
uma simples observação honesta pode constatar. Que milhões, graças ao capitalismo, puderam sair da miséria predominante no mundo por milênios é algo evidente. Que a alternativa ao capitalismo, o socialismo, trouxe apenas miséria, terror, escravidão e morte é outra verdade irrefutável. Não obstante tudo isso, várias pessoas, especialmente os que atendem por “intelectuais”, demonstram uma mentalidade totalmente anticapitalista. O que pode explicar este fenômeno aparentemente estranho? O grande economista austríaco Ludwig Von Mises escreveu um livro tentando responder exatamente esta questão. Veremos a seguir os principais pontos do autor em seu excelente The Anti-Capitalistic Mentality, publicado em 1956, numa época em que o socialismo conquistava adeptos a cada dia.
Mises começa o livro lembrando que as nações mais prósperas foram as que menos tentaram colocar obstáculos no caminho da livre empresa e iniciativa privada. A característica do capitalismo moderno é a produção em massa de bens destinados ao consumo das massas. O resultado disso é uma tendência em direção a uma contínua melhoria no padrão médio de vida. A riqueza no capitalismo liberal pode ser obtida somente servindo aos consumidores. Os capitalistas perdem seus fundos se falharem ao investir naquilo que não satisfaz melhor a demanda do público. Sob o capitalismo, o homem comum pode desfrutar de coisas inimagináveis e inacessíveis mesmo para os mais ricos do passado. A característica marcante do homem é ele não parar de mirar no avanço de seu bem-estar através de atividades com este propósito. Outros animais podem se satisfazer com as demandas mais básicas para a sobrevivência, mas não o animal racional homem. Este deseja mais. E através do acúmulo de capital, ou seja, poupando parte da produção atual, ele é capaz de incrementar suas condições materiais. Isso é justamente o que o capitalismo, movido pelo sistema do lucro, fez pela humanidade.
A diferença deste modelo para o feudalismo é total. O senhor feudal não precisava servir aos consumidores e estava imune em relação à insatisfação do povo. Os empresários e capitalistas devem suas riquezas, em contrapartida, aos consumidores que escolhem seus produtos voluntariamente. Eles podem perder esta riqueza assim que outros empreendedores oferecerem melhores produtos, de acordo com as preferências dos próprios consumidores. No modelo de livre concorrência, qualquer um pode suplantar métodos ou produtos com novas opções mais baratas ou atraentes, e o que determina este resultado é o julgamento que o público faz. No capitalismo, cada um é julgado financeiramente de acordo com sua contribuição ao bem-estar alheio, segundo os próprios interessados. E eis justamente onde surge o principal aspecto que motiva uma postura anticapitalista: o sucesso ou o fracasso, do ponto de vista financeiro, depende de cada um, e não mais do título hereditário em uma sociedade sem mobilidade.
Se a condição de cada um na sociedade é dada, independente dos esforços e do resultado gerado do ponto de vista dos outros, aqueles em posição inferior aceitam o quadro, pois não se sentem responsáveis por ele. Mas quando indivíduos podem, mesmo do nada, atingir o topo da pirâmide, então o fracasso individual passa a ter um único grande culpado: o próprio indivíduo. Aquele que não é bem-sucedido se sente humilhado e insultado. O ódio contra aqueles que obtiveram sucesso acaba sendo o resultado. Em busca de consolo, estes homens desejam algum bode expiatório. Claro que o sistema é a melhor opção. Estas pessoas passam a crer que no capitalismo, somente os desonestos e egoístas podem enriquecer. Acusam os ricos de exploradores dos pobres, como se a riqueza fosse um jogo de soma zero, um bolo fixo. Seu fracasso é explicado através de
 

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Sobre o autor (2017)

Ludwig von Mises nasceu em 29 de setembro de 1881 na cidade de Lviv, na época território do Império Austro-Húngaro. Estudou, a partir de 1900, na Universidade de Viena e recebeu o título de Doutor em Direito pela mesma instituição em 1906. Lecionou na Universidade de Viena de 1913 a 1934, no Instituto Universitário de Altos Estudos Internacionais em Genebra, de 1934 a 1940 e na New York University, de 1945 a 1969. É autor de centenas de artigos acadêmicos e de mais de 20 livros, dentre os quais se destaca o tratado de economia A ação humana. Faleceu no dia 10 de outubro de 1973 em Nova Iorque, nos Estados Unidos.

Informações bibliográficas